Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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Geografia

Mapas

Mapa de Distribuição da População 2000

O mapa de Distribuição da População do Brasil, na escala de 1:5.000.000, mostra a densidade demográfica, a população dos municípios e a distribuição das áreas urbanas e rurais.

O detalhamento apresentado é inédito, mostrando a informação na menor unidade de agregação espacial e estatística disponível: o setor censitário, que é a unidade de coleta básica dos Censos Demográficos.

Em 2000, o país foi dividido em 215.811 setores censitários. Para este mapa foram utilizados 68.687 unidades territoriais, composta de setores censitários rurais isolados e agregados de setores censitários urbanos.

O mapa revela que a população se distribui de forma bastante irregular no território brasileiro. As áreas próximas ao litoral são as mais intensamente povoadas, resultado do processo histórico de ocupação do Brasil. Ali estão as maiores densidades demográficas e os municípios mais populosos. A ocupação do interior do Brasil está associada à ocupação dos vales fluviais e, mais recentemente, à existência de eixos de transportes. Evidência disto está, por exemplo, na concentração demográfica ao longo das ferrovias em São Paulo, dos eixos rodoviários nos estados das Regiões Norte e Centro-oeste e também da calha do rio Solimões/Amazonas.

Em relação à situação do domicílio, as áreas urbanas, onde residiam, no ano 2000, 81,25% dos brasileiros, ocupavam apenas 1,1% do território nacional. É notável ainda a semelhança da distribuição da população rural com a de cidades. Há uma coincidência entre as áreas de alta densidade rural e elevada concentração de núcleos urbanos. Esta coincidência é devido às fortes interrelações entre os meios urbano e rural, desempenhando, o primeiro, o papel de mercado consumidor e apoio às atividades agrícolas (fornecimento de insumos, serviços e bens em geral), sendo ainda comum moradores de áreas urbanas trabalharem no campo.

É possível distinguir claramente as áreas rurais com predomínio de pequenas propriedades familiares (oeste de Santa Catarina, noroeste gaúcho, serra gaúcha, centro de Rondônia, agreste e partes do sertão nordestino, entre outras), intensivas em mão de obra e com densidades demográficas elevadas. Em contraposição, as áreas com grandes propriedades rurais mecanizadas (centro-norte do Mato Grosso, oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão, entre outras) apresentam baixas densidades demográficas rurais.