Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS - RBMC
Estações - Informações Técnicas
Caracterização
As estações da RBMC são materializadas através de pinos de centragem forçada, especialmente projetados, e cravados em pilares estáveis. Além dos receptores – que coletam e armazenam continuamente observações do código e da fase da onda portadora, transmitidos pelos satélites GPS –, as estações são dotadas de: antenas do tipo "choke-ring"; micro-computadores do tipo PC, responsáveis pelo controle da operação automatizada e transmissão diária das observações; e sistemas diversos de fornecimento de energia elétrica, que garantem a operação contínua das estações.
As coordenadas das estações da RBMC são outro componente importante na composição dos resultados finais dos levantamentos a ela referenciados. Nesse aspecto, a grande vantagem da RBMC é que todas as suas estações fazem parte da Rede de Referência SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas), cujas coordenadas finais têm precisão da ordem de ± 5 mm, configurando-se como uma das redes mais precisas do mundo. Outra característica importante da RBMC é que suas observações vêm contribuindo, desde 1997, para a densificação regional da rede do IGS (International GPS Service for Geodynamics), garantindo uma maior precisão dos produtos do IGS – tais como órbitas precisas – sobre o território brasileiro.
Operação
A operação das estações da RBMC é totalmente automatizada. As observações são organizadas, ainda na memória do receptor, em arquivos diários, correspondendo a sessões iniciando às 00h 01min e encerrando às 24h 00min (tempo universal), com intervalo de rastreio de 15 seg.
Depois do encerramento de uma sessão, os arquivos com as respectivas observações são transferidos do receptor para o micro-computador da estação. A partir disso, são criados novos arquivos em formato padrão RINEX2, a partir dos quais é realizado um controle de qualidade das observações. Encerrando o processo, os arquivos de dados são compactados, como preparação para a transferência para o Centro de Controle da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS - RBMC - Kátia Duarte Pereira, na Coordenação de Geodésia (Rio de Janeiro), realizada automaticamente, através de linha telefônica ou Internet.
Assim, a operação automática permite que as observações referentes a uma data qualquer estejam disponíveis para fornecimento no dia seguinte. No entanto, algumas vezes o processo não é executado de modo completo, principalmente devido a problemas nas linhas de comunicação. Nesses casos o processo é concluído manualmente, a partir do Centro de Controle da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS - RBMC - Kátia Duarte Pereira, que a qualquer instante pode atuar remotamente sobre o receptor e o micro-computador das estações.