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ARTIGOS

2001

Estimativa do Campo de Velocidades a partir das Estações da RBMC.

ARTIGOS

COSTA, S.M.A. Estimativa do Campo de Velocidades a partir das Estações da RBMC. Pontifícia Universidade Católica - Porto Alegre, RS, 2001. XX Congresso Brasileiro de Cartografia.

RESUMO

As estruturas geodésicas concebidas hoje em dia, através das técnicas espaciais de posicionamento de alta precisão, tais como o VLBI (Very Long Baseline Interferometry), SLR (Satelite Laser Range) e GPS (Global Positioning System), possuem além das três componentes definidoras de um ponto no espaço, a componente de definição temporal, referindo-se à época das observações. A técnica GPS passou a contribuir nos estudos de geodinâmica, juntamente com o VLBI e SLR, a partir da operacionalização do IGS (International GPS Service) em 1994. Com o objetivo de análise destas informações, grupos de pesquisa em instituições internacionais dedicam-se ao processamento diário das observações das estações que compõem a rede IGS. No Brasil, a RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos satélites do sistema GPS) (Fortes, 1997) é uma estrutura com as mesmas características da rede IGS e está em operação desde agosto de 1997. Atualmente ela é uma importante ferramenta para integração do SGB (Sistema Geodésico Brasileiro) aos sistemas geocêntricos de referência em uso pela comunidade internacional. A RBMC também é a contribuição do Brasil na rede IGS, através da adoção de suas observações por um dos centros regionais de análise (RNNAC SIR) IGS (Seemüller e Drewes, 1997) , promovendo desta forma, a direta integração das estações geodésicas brasileiras ao ITRF (International Terrestrial Reference Frame). A mais recente contribuição, é a participação da RBMC na realização ITRF2000. A análise da variação temporal das coordenadas das estações da RBMC (Costa, 1999) através do processamento de seus dados GPS em um software científico, fornece um tratamento mais refinado ao cálculo do vetor velocidade para as estações envolvidas. A escolha do software Bernese versão 4.2 deve-se ao fato dele ser um software completo, contemplando a possibilidade de traçar estratégias, seja na utilização de modelos troposféricos e mapas de ionosfera mais adequados, ou na aplicação de modelagens para resolução de ambigüidades. Este trabalho tem por finalidade informar as atividades de pesquisas realizadas no IBGE referente à estimativa do campo de velocidades utilizando-se observações GPS das estações da RBMC e outras estações na América do Sul. Neste estudo foram processados observações GPS de 9 períodos, cada um composto por 15 dias, entre os anos 1997 à 2001.